Ep. 3 – Franco e a época dourada do Real Madrid
Há uma discussão sem fim no futebol espanhol: o Real Madrid só é tão grande por ter ajuda da ditadura de Franco? Um documentário recente revelou essa ideia e fala da polémica em relação ao ditador com o clube de Cristiano Ronaldo. O chefe de estado na altura teve influência na contratação de Di Stéfano, a construção do estádio Santiago Bernabéu, usou o clube madrileno como propaganda internacional e osuborno árbitros são a base do filme de cerca de uma hora. O documentário se chama “O Madrid real. A lenda negra da glória branca” foi realizado por Carles Torras. Ex-dirigentes, Di Stéfano e até o neto de Francisco Franco deram os depoimentos.
O filme fala sobre a ideia de que o Real seria um clube modesto, se não fosse .



Di Stéfano é um dos grandes nomes da disputa que alimenta até agora a rivalidade entre Real e Barcelona. Foi uma lenda entre os adeptos merengues, o argentino viajou para Espanha para assinar contrato com o Barça. Existiu um contratempo entre River Plate e Millonarios-COL sobre o autor dos seus direitos. O Barça fechou negócio com o River, e o Real foi negociar com os colombianos (durante um tempo não foram reconhecidos pela Fifa).
A decisão da federação espanhola foi que Di Stéfano atuasse uma temporada em cada equipa durante temporadas. O Barcelona achou o negócio absurdo e Di Stefano assinou pelo Real Madrid . Neste filme, a posição da federação foi resultado da influência de Franco.

Naquela época, o Barcelona, símbolo da Catalunha, tinha uma grande equipa capitaneada pelo húngaro Ladislao Kubala, a figura do momento, e o ditador quis fortalecer o Real Madrid para usar sua imagem na propaganda internacional de seu regime. Não foi à toa, diz o documentário, um amigo de Franco, Raimundo Saporta, foi contratado para o clube Blanco para ser o responsável para elevar e expandir a marca Real Madrid. O filme também fala que o estádio Santiago Bernabéu foi construído com dinheiro público num surpreendente período inferior a três anos, no mesmo do qual o país ainda estava recuperar da Guerra Civil e o clube andava falido e sem dinheiro, e na altura o presidente do Real na época era Santiago Barnabéu , ex-jogador do clube e soldado das tropas de Franco durante a guerra. O último grande argumento do documentário é a íntima e suspeita relação do clube com a comissão de arbitragem da época. Presentes eram enviados às mulheres dos árbitros. “Tínhamos o costume de mandar presentes para as esposas, como ramos de flores”, disse um ex-dirigente do Real.
O último grande argumento do documentário é a íntima e suspeita relação do clube com a equipa de arbitragem na altura. “Tínhamos o costume de mandar prendas para as mulheress, como ramos de flores”, disse um ex-dirigente do Real. A verdade é que, durante a ditadura Franquista, o Real Madrid quebrou um jejum de duas décadas sem ganhar o campeonato Espanhol e venceu 14 troféus, além de suas primeiras seis taças europeias. Um salto muito grande e a era de ouro do Real Madrid, graças a Francisco Franco.
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